fbpx

Telebrás pode gerir sistema de telecom próprio do governo, diz Santanna

Suely, a estrela
10 de fevereiro de 2009
Boletim de Falecimento
11 de fevereiro de 2009

Por Lúcia Berbert
11 de fevereiro de 2009

Recentemente nomeado para o conselho de administração da Telebrás, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, voltou a defender que a estatal passe a gerir os ativos de fibra óptica do governo, hoje em torno de 27 mil quilômetros em todo o país, com a previsão de incorporação de mais cinco mil quilômetros nos próximos anos, das novas linhas de transmissão que estão sendo construídas. "Os serviços de banda larga disponibilizados no mercado atendem apenas as classes A e B, ou seja, somente 9% da população", disse.

Santana disse que o governo precisa dispor de sistema próprio de transmissão de dados, imagens e voz, para atender as regiões onde a baixa renda e alta concentração não dispõem de serviço de banda larga. "Agora a classe C, com a melhor distribuição de renda ocorrida no país, está tendo acesso à internet, mas as classes D e E somente acessam a rede mundial frequentando lan houses", disse.

"Nas regiões onde temos alta renda e pouca concentração, onde estão localizadas as empresas de agronegócio, e onde as pessoas precisam se comunicar com o mercado, também não tem serviço", destaca Santanna. Mas avalia que a pior situação vive os habitantes de regiões onde há baixa concentração e baixa renda."Estes estão condenados a desconexão eterna", sentenciou.

Na opinião de Santanna, o gerenciamento desse sistema pode ser feito pela própria Telebrás ou pelas companhias de energia elétrica, que dispõem de licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e que podem fazer este tipo de operação. Ou mesmo, as duas empresas públicas que tem capacidade para oferecer o serviço. "O Serpro ou a Dataprev também podem cumprir um papel como este. Porém, a Telebrás dispõe de um estatuto e um foco perfeito para fazer este tipo de coisa", ressatou.

Assembléia

Na próxima semana, a Telebrás realiza assembléia para integralização ao seu capital social dos recursos repassados, no final de dezembro de 2008, pelo governo. São mais R$ 219 milhões, destinados à estatal por meio de Medida Provisória.

Segundo Santanna, a decisão sobre o futuro da Telebrás não será tratada na assembleia, que tem na pauta o aumento do capital para permitir o aporte dos recursos necessários para fazer frente a estas dívidas ou o futuro investimento que ela venha a fazer. "Essa é uma decisão de governo", disse.

Santanna lembra que a Telebrás herdou muitas dívidas, especialmente trabalhistas, na época da privatização das telecomunicações. Esses funcionários pertenciam ao sistema Telebrás ou foram trazidos de outras empresas concessionárias que foram privatizadas e que hoje integram os quadros da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ou do Ministério das Comunicações.

"São cerca de 230 funcionários, 186 deles são funcionários da Anatel e, alguns deles, compõem quadros de comando da agência", disse o titular da SLTI. Ele informou que a Telebrás tem atualmente um plano de incentivo ao desligamento voluntário de funcionários, que prevê o pagamento de um salário para cada ano que ele trabalhou no sistema.

Fonte: TeleSíntese

Os comentários estão encerrados.

LOGIN
WhatsApp chat