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Não são só os consumidores que estão descontentes com a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os servidores do órgão também estão insatisfeitos. É o que mostra uma pesquisa sobre ambiente de trabalho feita em fevereiro pela Associação dos Servidores e Demais Trabalhadores da ANS (Assetans). Diante da garantia do anonimato, muitos não hesitaram em apontar as deficiências notórias do órgão regulador, como indicações políticas e ineficiência. “Curral de empregos”, “capturada pelo mercado” e “órgão onde a bagunça e o jeitinho reinam” foram algumas das definições atribuídas à ANS.

“Descoordenada, com diversos grupos de interesse disputando o poder entre si. O cidadão/usuário foi esquecido e essa ausência de integração acarreta desperdício de recursos humanos e materiais”, resumiu um servidor. A ANS consumiu R$ 145 milhões no ano passado para se manter. O órgão tem 482 servidores efetivos, fora os terceirizados. Os técnicos, de nível médio, começam ganhando R$ 4.760 e os analistas, R$ 9.263. Seus salários chegam a R$ 7.600 e a R$ 16.367, respectivamente. A remuneração inicial do especialista é de R$10.019, e a final, de R$ 17.249.

Para muitos servidores da ANS, a autarquia ainda não mostrou a que veio e não defende, de fato, o interesse público. Para alguns, a agência está à mercê do mercado segurador. “É uma instituição com pouca preocupação em dar uma resposta realmente eficiente à população”, criticou um servidor concursado. “Parece uma agência reguladora que não serve para nada”, apontou um terceirizado.

Loteamento

“Um órgão que tem por missão defender o interesse público, mas que sofre enormes interferências políticas, permitindo o loteamento de cargos que são ocupados por apadrinhados, que não possuem qualquer mérito e competência para ocupá-los”, definiu outro funcionário, em um desabafo. Para alguns deles, a ANS até contabiliza ações positivas, como algumas medidas regulatórias do mercado de plano de saúde, “mas com pouca efetividade”. Enfim, uma instituição que teria relevante papel na sociedade, mas não o desempenha a contento”, disse outro servidor.

Mas também há os que acham que tudo vai bem na agência reguladora. “Uma entidade séria, comprometida com o público”, elogiou um deles. “Um bom local para se trabalhar”, emendou outro.

Fonte: Correio Braziliense (20/07/2011)

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