Sinagências reúne-se com GGGAF da Anvisa para apurar condições de trabalho na sede

O Sinagências reuniu-se nesta terça-feira (14) com servidores da Gerência-Geral de Gestão Administrativa e Financeira (GGGAF) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para apurar denúncias sobre condições estruturais na sede da agência. A reunião foi motivada por relatos encaminhados ao sindicato que culminaram no envio de ofício solicitando providências quanto à segurança e à infraestrutura do prédio. 

As manifestações surgiram a partir de um caso relatado no grupo da categoria, em que uma parte da estação de trabalho, localizada no bloco E, se desprendeu. A partir desse episódio, outros relatos foram apresentados em diferentes pontos do prédio, envolvendo problemas em placas de piso, quedas de partes do teto, presença de sujeira e resíduos de pombos e falhas recorrentes na conexão de internet. 

Durante a reunião, o Sinagências apresentou esses relatos e cobrou esclarecimentos sobre as condições de segurança e manutenção da sede, bem como sobre as medidas adotadas para evitar novos incidentes. 

Servidores da GGGAF afirmaram que não há um quadro de precarização generalizada na estrutura do prédio, embora reconheçam a existência de problemas específicos que demandam manutenção e acompanhamento. A gestão informou que atua de forma preventiva e corretiva para evitar riscos e destacou que, no caso da queda de parte da marquise, a área já estava isolada previamente, sem risco direto a servidores. 

Ao tratar da presença de pombos e das condições sanitárias, o sindicato questionou as providências adotadas diante dos relatos recorrentes. Em resposta, os representantes da área técnica informaram que a Anvisa já acionou o proprietário do imóvel para apresentar soluções relacionadas à permanência das aves no prédio. Segundo eles, o tema exige cuidado, porque eventuais medidas precisam observar os limites legais e não podem envolver práticas inadequadas no manejo dos animais.  

Sobre as condições do piso e de outras estruturas, o sindicato também apontou os relatos recebidos de placas danificadas e de ausência de peças de reposição. A gestão esclareceu que possui peças para substituição, mas não em grande quantidade. Informou ainda que, quando uma peça danificada é retirada, ela passa por reparo (substituição do material de revestimento que, em geral, é onde ocorre o dano) para ser reutilizada posteriormente, como forma de manter o estoque disponível para novas trocas. 

Além disso, os servidores explicaram que parte dos atendimentos depende de processos formais de aquisição e reposição de materiais, uma vez que os itens não podem ser comprados de forma imediata, fora dos procedimentos administrativos exigidos. Por isso, em alguns casos, o prazo de solução pode variar de acordo com a necessidade de compra de materiais e com os trâmites previstos em contrato. 

Também foi esclarecido que o alvará de funcionamento está regular e que as vistorias do Corpo de Bombeiros apontaram apenas ajustes pontuais, sem indicação de risco à integridade dos trabalhadores. 

Durante o encontro, o Sinagências reforçou que seguirá acompanhando a situação e cobrando providências sempre que necessário. O sindicato também se colocou à disposição para apoiar a comunicação com os servidores, contribuindo para a disseminação de informações sobre as medidas adotadas e sobre os canais adequados para o registro de demandas. 

Ao final, foi reforçada a importância de que os servidores registrem ocorrências por meio dos canais institucionais da Anvisa, com a abertura de chamados que permitam o acompanhamento das demandas. Também foi informado que, além desses registros, os e-mails institucionais da área responsável permanecem disponíveis para o encaminhamento de situações relacionadas à infraestrutura sempre que identificadas. 

O sindicato continuará monitorando a situação, de modo a garantir condições adequadas de trabalho aos servidores da Agência.