O Sinagências e a Associação dos Servidores Públicos da Ancine (Aspac) recepcionaram os novos servidores da Agência Nacional do Cinema (Ancine), empossados em 2026 a partir do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2). As boas-vindas serviram também para apresentar o sindicato e a associação dos servidores, bem como para abordar as principais pautas da carreira e da política audiovisual.
Durante o encontro, o presidente do Sinagências, Fabio Rosa, apresentou o papel do sindicato na representação dos servidores das agências reguladoras federais e destacou a atuação da entidade na defesa da valorização da carreira, da recomposição da força de trabalho, das prerrogativas funcionais e da autonomia técnica dos servidores.
Fabio também ressaltou a complementaridade entre a atuação sindical e a das associações, como a Aspac. Segundo ele, enquanto o sindicato atua na representação da categoria perante o governo e em pautas mais amplas da regulação, as associações mantêm uma atuação mais próxima das questões específicas de cada agência.
Ao falar diretamente aos novos servidores, Fabio destacou a importância da participação e da organização coletiva para fortalecer a carreira e ampliar a capacidade de atuação do sindicato em defesa da categoria.
“Nenhuma conquista acontece sem luta organizada. Os avanços recentes são resultado direto da mobilização coletiva, como a nova carreira, a realização de concursos e entre outros. E para isso a filiação é importantíssima, porque não existe categoria forte com baixo índice de filiação. Se a gente quer uma carreira forte, precisa fortalecer também a nossa organização. E o sindicato está aí para atuar na luta do dia a dia, porque não é só salário: a gente quer qualidade de vida, quer que a nossa carreira faça sentido para nós e para o país e quer ajudar a impulsionar a missão institucional da agência”, afirmou Fabio Rosa.
Já o presidente da Aspac, Alexandre Muniz, apresentou a trajetória da associação e abordou os principais desafios enfrentados pela Ancine e pela política audiovisual brasileira. Entre os temas discutidos estiveram o fortalecimento institucional da Agência, a necessidade de recomposição do quadro de servidores, a atualização da regulação diante das transformações tecnológicas e a importância de ampliar o debate sobre o futuro da política audiovisual.
Para Alexandre Muniz, a chegada dos novos servidores também representa a oportunidade de compartilhar o conhecimento acumulado ao longo dos anos e fortalecer a participação na construção do futuro da Ancine. “Vocês vão ficar mais de 25 anos. Então, a gente precisa, de alguma forma, tentar distribuir esse legado e mostrar para vocês que não está ganho, é uma disputa. É uma política pública que não tem solidez e não tem reconhecimento público ainda, mas que a gente pode transformar”, destacou.
Durante o encontro, Mariza Gomes, servidora da Ancine/RJ, ex-presidenta da Aspac e diretora eleita do Sinagências para o triênio 2026-2029, também reforçou a importância de os novos servidores se aproximarem das entidades que representam e organizam a categoria.
“É muito importante ter o apoio dos servidores, porque a nossa associação é o elo com a diretoria e representa os nossos anseios, aquilo de que precisamos e o que queremos que melhore. É importante que vocês também prestigiem o nosso sindicato, pois é ele que pode nos dar apoio jurídico e institucional. Então, quero fazer esse convite para vocês. Estamos aqui à disposição”, afirmou.
A chegada dos novos servidores ocorre em meio ao processo de recomposição do quadro da Ancine. Em abril, o governo federal autorizou a nomeação de 10 técnicos em Regulação da Atividade Cinematográfica e Audiovisual. Em agosto, uma nova autorização contemplou 10 especialistas em Regulação da Atividade Cinematográfica e Audiovisual.
As nomeações são especialmente importantes diante da atual defasagem de pessoal na Agência. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com dados de maio de 2026, aponta que a Ancine possui 48 cargos vagos, o equivalente a 13% do quadro previsto.