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Japão deve anunciar nova agência reguladora nuclear

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O Japão deve anunciar já nesta semana a criação de uma nova agência reguladora do setor nuclear, que deverá levar a padrões de segurança mais acirrados e custos mais elevados para as usinas atômicas do país.

A relação confortável entre a atual agência e o setor foi amplamente vista como um fator chave para o fracasso em evitar o acidente nuclear de Fukushima, em março, que causou a pior crise atômica mundial em 25 anos.

Por isso, o governo planeja unir a Agência de Segurança Nuclear e Industrial (Nisa, na sigla em inglês) a outro órgão consultivo do governo, colocando ambos sob a alçada da Agência Ambiental, segundo relatos da imprensa local. O anúncio oficial deve ser feito na sexta-feira.

A medida deve resultar em regras mais rígidas, mas especialistas alertam que só isso não bastará para tornar a fiscalização efetiva nem para restaurar a confiança da população nas empresas que operam as usinas.

Depois do acidente na usina de Fukushima, causado por um terremoto e um tsunami, vieram à tona várias falhas de planejamento e segurança no sistema nuclear japonês.

Na semana passada, a empresa Chubu Electric Power Co, que opera no centro do país, revelou que a Nisa lhe pediu para recrutar moradores da região para participarem de um fórum em 2007, com a intenção de manipular o resultado de um debate sobre a energia atômica.

O primeiro-ministro Naoto Kan defende o fim da dependência japonesa em relação à energia nuclear, mas admite que por enquanto ela é imprescindível, sob o risco de o país enfrentar apagões e abalar ainda mais sua frágil economia. Uma recente pesquisa mostrou que 70 por cento dos japoneses apoiam a tese de Kan.

A nova agência, que também será responsável por investigações de acidentes nucleares, estará sob o comando do ministro do Meio Ambiente, segundo o jornal Nikkei. O chefe de gabinete do governo, Yukio Edano, disse que o plano noticiado pela imprensa na quarta-feira é uma entre várias ideias em cogitação, mas que nenhuma decisão final foi tomada.

Fonte: Reuters Brasil

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