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Depois de uma trégua de 10 dias, servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ameaçam retomar a greve que durou mais de um mês. Eles reclamam que as negociações com o governo não avançam
 
Dez dias após o fim da greve de mais dois meses dos funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os servidores ameaçam cruzar os braços novamente. A justificativa é que a volta ao trabalho foi na verdade uma trégua dada para o governo abrir as negociações, mas elas não avançaram. Amanhã começam as assembléias que se estendem até a próxima segunda-feira em todo o país para decidir se voltam a parar por tempo indeterminado, fazem paralisações de alguns dias ou se optam por fazer operação padrão nos portos, fronteiras e aeroportos brasileiros. Os prejuízos causados pela falta de fiscalização dos produtos importados são a principal forma de pressão.
 
Mesmo após a volta do funcionamento normal da agência, muitos empresários ainda sentem os efeitos da manifestação. Uma nova greve iniciada há nove dias prejudica ainda mais quem depende de importações. Desde o dia 2, os auditores da Receita Federal estão paralisados e a principal função comprometida é a fiscalização dos produtos importados. Cerca de 20% das importações estão retidas, segundo dados do Sindicato Nacional dos Servidores da Receita Federal (Unafisco). Hoje serão realizadas assembléias para decidir o rumo do movimento. “O governo continua com a posição de não negociar. A orientação do comando de greve é manter a paralisação”, afirma o presidente da Unafisco, Carlos André Nogueira.
 
No Distrito Federal os hospitais, clínicas e laboratórios que ainda não conseguiram normalizar seus estoques de medicamentos, equipamentos e insumos, temem a intensificação das greves. “Alguns produtos ainda não estão chegando normalmente ao país. Falta o anticoagulante mais importante usado em cirurgias e suprimentos alimentares. Na próxima quinta chega uma encomenda de 40 camas hospitalares importadas da Alemanha. Torcemos para que a greve não nos atrapalhe de novo”, afirma a diretora-técnica do Hospital Anchieta, Naiara Porto. No Hospital Brasília faltam as próteses necessárias para cirurgias. Muitas já chegaram, mas o abastecimento não está totalmente normalizado, segundo seu diretor-médico, Frederico Costa.
 
Fonte: Correio Braziliense (Mariana Flores)

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