Em todas as assembleias realizadas ao longo desta semana, a resposta foi unânime.
Após ampla reflexão e avaliação do cenário e do teor das reuniões com a SRT/MPOG, as assembleias de São Paulo, Belo Horizonte, Rondônia, Paraíba, Espírito Santo e Rio Grande do Sul rejeitaram a proposta de reajuste salarial linear, feita pelo governo, no patamar de 15,8% (divididos em dois anos), sem subsídio.
A categoria apontou, principalmente, a insuficiência da proposta do governo frente às perdas acumuladas com a inflação a contar do último acordo, datado de 2008, e que o percentual proposto não avança em direção ao posicionamento das Agências com as demais carreiras e áreas estratégicas do Estado brasileiro, além de não solucionar as distorções internas entre os trabalhadores que atuam nas áreas de gestão com os das áreas fim, bem como entre os do quadro específico com os do quadro efetivo.
Nessa linha de raciocínio, a quase unanimidade dos servidores das Agências Reguladoras Federais presentes às assembleias avaliou a posição do governo como insatisfatória e, por isso, rejeitando os 15,8% propostos pelo governo.
Ao final, as assembleias discutiram e aprovaram contraproposta que definiu novo índice percentual para correção das tabelas remuneratórias dos quadros efetivo e específico. Um gesto que demonstra ao governo a intenção da categoria em continuar o processo negocial. As plenárias encaminharam e aprovaram que esse índice será apresentado ao governo na forma de quadros (classe, níveis e subníveis) onde os valores já estariam calculados, identificando, assim, o montante de recursos necessários ao atendimento da contraproposta aprovada pelas assembleias.