Sob o lema “A regulação que o Brasil precisa e o sindicato que a categoria quer”, Sinagências abre o V Consag

Um sentimento de retomada marcou a abertura do V Congresso Nacional do Sinagências (Consag) na noite de terça-feira (19), em Brasília. A direção do sindicato, ao lado de lideranças sindicais, representantes de instituições públicas e filiados de todo o país, deu início a um encontro que simboliza a reconstrução da entidade e o reencontro da categoria após oito anos sem realização do congresso.

A mesa inicial foi conduzida pelo presidente do Sinagências, Fabio Rosa, e contou com a presença do servidor da Anvisa e fundador do Sinagências José Dias; do secretário-adjunto de Relações do Trabalho da CUT, Pedro Armengol; da presidenta da Condsef, Jussara Griffo; e da deputada federal Erika Kokay (PT-DF), além de lideranças do setor sindical.

A cerimônia contou com a exibição de um vídeo institucional que revisitou o passado recente do sindicato. O material destacou o período de desorganização, perda de legitimidade e abandono das pautas da categoria — um cenário que começou a mudar a partir de 2023, com a reorganização administrativa, a profissionalização das assessorias, o aumento das filiações e a retomada do papel histórico do Sinagências como referência na defesa dos servidores da regulação federal.

Após oito anos sem realização, o V Consag retorna sob o lema “A regulação que o Brasil precisa e o sindicato que a categoria quer”, com uma programação que inclui debates, deliberações, atividades culturais e a construção de uma pauta unificada para fortalecer a carreira e o papel institucional das agências reguladoras.

Um reencontro da categoria

Em seu discurso, Fabio Rosa resgatou a trajetória de reconstrução da entidade e prestou homenagem a José Dias, reconhecido por sua dedicação ao sindicato e por ter mantido a estrutura viva nos períodos mais difíceis.

Rosa definiu o congresso como um “reencontro da categoria com sua vocação de luta”. “Temos uma só categoria, e um só é e sempre será o sindicato para representá-la”, afirmou. “Se estamos aqui hoje, é porque vocês não desistiram.”


Ele também defendeu que os servidores da área assumam protagonismo nos debates sobre o futuro da regulação, com foco em soberania nacional, desenvolvimento e defesa da população.

Mesa Magna

Após a abertura, a programação seguiu com a palestra magna do professor e economista Elias Jabbour, referência nos estudos sobre desenvolvimento e sobre o modelo chinês. Ele discutiu o papel estratégico do Estado na economia e criticou o que chamou de “separação autoritária entre Estado e mercado”, destacando que instituições como as agências reguladoras são pilares centrais do capitalismo contemporâneo.


Jabbour também abordou a importância da dívida pública como instrumento de desenvolvimento, questionou teses de austeridade fiscal e ressaltou que políticas de Estado são essenciais para enfrentar as desigualdades estruturais.

O V Consag segue até sábado, 22 de novembro, com debates temáticos, deliberações internas e atividades culturais. O objetivo central é construir coletivamente o projeto de futuro do Sinagências e fortalecer a unidade entre analistas, especialistas, técnicos e servidores do quadro específico.