Com recuo de parlamentares, Sinagências aponta desgaste político da Reforma Administrativa

O portal Brasil de Fato repercutiu, na sexta-feira (7), o enfraquecimento da PEC 38/2025 — proposta que retoma a reforma administrativa — após ao menos 16 deputados retirarem apoio à medida. O recuo ocorre em meio à forte mobilização de entidades representativas do funcionalismo, entre elas o Sinagências, que tem se posicionado de forma contundente contra qualquer tentativa de desmonte do serviço público.

Para o presidente do Sinagências, Fabio Rosa, o movimento dos parlamentares é resultado direto da resistência das servidoras e dos servidores em todo o país. “A sociedade começa a compreender que essa reforma não tem como objetivo modernizar o Estado, mas enfraquecê-lo. Ao atingir a estabilidade e abrir brechas para vínculos precários, a PEC compromete a entrega de políticas públicas e ameaça o direito do cidadão ao atendimento de qualidade”, afirma.

O sindicato avalia que a perda de apoio político à proposta reflete o crescente desgaste do discurso de “eficiência” que sustenta a PEC. Na avaliação do Sinagências, modernizar o Estado significa investir em pessoal, tecnologia e valorização das carreiras, não em cortes e flexibilização de vínculos. “O que está em jogo é o modelo de Estado que queremos: um Estado mínimo, voltado ao mercado, ou um Estado forte, que garanta direitos”, completa Rosa.

O Sinagências reforça que continuará atuando junto a outras entidades nacionais para barrar o avanço da PEC 38/2025, defendendo um projeto de administração pública baseado na valorização do servidor e no fortalecimento das agências reguladoras e demais instituições que garantem o funcionamento do país.

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