O Sinagências concluiu, na quarta-feira (5), a etapa final do Setorial da Carreira da Regulação, que preparou o caminho para o V Congresso Nacional (V Consag). A reunião marcou o encerramento de um ciclo inédito de debates em todo o país e consolidou o conjunto de propostas que servirá de referência política e técnica para as deliberações do congresso. O objetivo é garantir que cada delegado chegue ao V Consag com um acúmulo coletivo consistente e representativo das diferentes realidades da categoria.
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Para o Sinagências, o setorial representa uma conquista histórica da carreira, ao permitir pela primeira vez a construção de um espaço aberto de formulação e reflexão sindical antes do congresso, fortalecendo a unidade política e elevando o nível técnico do debate. O foco foi mapear consensos e divergências entre os diferentes segmentos da carreira, sem caráter deliberativo, já que as decisões caberão exclusivamente ao plenário do V Consag. Segundo o sindicato, essa metodologia garante que o congresso seja não apenas um espaço de deliberação, mas também de síntese qualificada do pensamento coletivo da categoria, registrando convergências, diferenças e oferecendo um guia sólido para os delegados.
Durante a reunião, foram debatidos 37 itens. Desses, 25 alcançaram consenso e 12 seguirão ao Congresso como destaques para deliberação. Entre os principais pontos consensuais estão a atualização das nomenclaturas dos cargos — como “auditor federal em regulação” e “analista em gestão da regulação” —, a recomposição remuneratória com base no núcleo da regulação financeira (Banco Central, Susep e CVM) e a modernização das carreiras técnicas, com exigência de nível superior e equiparação proporcional aos demais ramos da carreira.
Outros consensos envolvem o fortalecimento dos benefícios e da gestão de pessoas, incluindo a ampliação do auxílio-saúde e a criação de um auxílio-nutrição para aposentados e pensionistas e etc.
Os 12 itens destacados para debate no Congresso tratam de temas como arquitetura remuneratória, aglutinamento de cargos, paridade constitucional e progressão por titulação.
Para o servidor Ricardo de Holanda, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o resultado reflete um processo de construção democrática. “O que vimos aqui foi a base se apropriando do debate sobre a carreira, com propostas concretas e maturidade política. Esse acúmulo será determinante para as decisões do V Consag.”
O presidente do Sinagências, Fabio Rosa, destacou a importância da coesão interna como base para as conquistas futuras. “A vitória começa a partir da unidade. Ela se materializa na nossa capacidade de difundir a pauta e mobilizar toda a categoria. Quanto mais legitimidade e participação tivermos, mais forte será nossa luta”, afirmou.
O servidor Eduardo Simões, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), também ressaltou que o trabalho do setorial demonstra a maturidade política da carreira. “Os debates mostraram que é possível construir consensos sólidos mesmo diante da diversidade de opiniões. Esse é o espírito que queremos levar para o V Consag”, disse.
Para o Sinagências, a unidade deve ser construída de forma concreta, reconhecendo a legitimidade das pautas apresentadas por todos os segmentos. “Unidade não é chavão. É um processo. Mesmo quando discordamos de um pleito, precisamos reconhecer a boa-fé e a história por trás dele”, completou Rosa.
Ao encerrar a reunião, Rosa afirmou que o trabalho do setorial marca o início de um novo ciclo político para a categoria. “Estamos lançando as bases da próxima vitória. A luta que começa agora se materializa nas negociações de 2027.”
O relatório final, com os consensos e destaques, será consolidado até o fim da semana e disponibilizado à categoria e aos delegados. O documento servirá como guia para as articulações prévias ao congresso e para a construção de sínteses no plenário.
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Fonte: Ascom/Sinagências