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III Consag: Formação sindical qualifica intervenção política na defesa dos interesses da categoria

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As rápidas, profundas e nem sempre justas transformações que ocorrem nos dias de hoje, nas áreas da economia, tecnologia, política, etc. demandam uma nova forma de atuar do movimento sindical.

"O grande desafio é sermos capazes de formular propostas alternativas a estas mudanças, quando necessárias, e acima de tudo, disputar os espaços políticos com as ideias dos patrões/governo, levando as nossas sugestões e nossas reivindicações", afirmou o diretor de Política, Organização e Formação Sindical do Sinagências, Geraldo Marques, durante atividade do III Consag.

Para o dirigente, nos dias de hoje a formação sindical é ainda mais estratégica para a consolidação da luta da classe trabalhadora, seja em função dos novos espaços para a atuação dos dirigentes sindicais, seja pela necessidade de construir coletivamente um conhecimento a partir da visão de mundo dos trabalhadores.

"Assim, a classe trabalhadora deve buscar sempre se qualificar para uma maior e melhor intervenção política na defesa dos seus interesses".

Geraldo Marques enfatizou a necessidade de formar novos militantes e dirigentes, refletir criticamente sobre o atual contexto social, político, econômico e ambiental, promover a qualidade de vida, atualizar o conhecimento, politizar as lutas, socializar o debate e aprender coletivamente, humanizar os seres humanos, a elaboração científica das respostas aos nossos atuais desafios, enfim, descobrir coletivamente novas estratégias e formas de lutas.

Partindo do princípio de que a formação sindical é uma ferramenta fundamental para a construção de uma consciência crítica, instrumento eficaz para ação política, e pleno exercício da cidadania ativa e participante, Geraldo explicou que a emancipação dos trabalhadores deve ser obra dos próprios trabalhadores, as mudanças sociais profundas só foram realizadas a custo de muita luta de nossa classe. "Os trabalhadores e trabalhadoras podem e precisam mudar o mundo".

Reguladores – No início de sua palestra, Geraldo destacou que "mesmo cada um estando em seu Estado, da sua forma, do seu jeito, nós podemos falar a mesma língua; um completando o outro, em harmonia perfeita, de forma que todos tenham compreensão de trabalhar juntos, mesmo cada um no seu Estado, na sua Agência, mas no fundo somos todos reguladores, somos todos Sinagências. O nosso objetivo, acima de tudo, é que a gente saiba por base o necessário para que possamos desenvolver melhor de nós no nosso Estado, nas Agências".

Ao se referir à formação sindical, o dirigente disse que o Sinagências não é apenas uma direção. "A direção conduz a categoria, mas o Sindicato são todos aqueles que acreditaram e se filiaram e que fazem parte do dia a dia dessa entidade. Vamos nos deparar com situações altamente complexas e que vamos ter que tomar decisões e essas decisões vão impactar os rumos da categoria, por isso a direção tem uma responsabilidade muito grande, pois pode levar ao sucesso ou ao fracasso. Mas estar no Sindicato não é só fazer parte da direção; estar no Sindicato é fazer parte das decisões e participar do dia a dia e poder interferir, compor, debater, entender o porquê de cada coisa e nesse sentido de apontar alguns caminhos que precisam ser seguidos".

O momento é agora  – Geraldo destacou que o mandato que se inicia é de transição. "E eu quero ver pessoas jovens conduzindo esse trabalho, esse papel, conduzindo essa entidade com clareza, com tranquilidade e com experiência. Para isso, devemos começar já essa troca de experiências e a qualificação de dirigentes e membros da base mais novos".

Em sua fala, o dirigente voltou a insistir que a categoria precisa estar bem organizada, "conhecendo a questão das Agências, conhecendo a situação da nossa própria Agência e do nosso grupo; para isso nós precisamos pactuar que a formação sindical é fundamental; os cursos de formação sindical, sejam dentro do Sinagências, sejam em outros setores de formação política sindical são válidos. Agora, o importante é que a gente participe".

De acordo com Geraldo, é preciso ter leitura política, "entender a conjuntura nacional, internacional e local para que, na hora do debate, na hora em que o governo utilizar uma dessas situações como desculpa, a gente esteja preparado para se contrapor, com argumentos bem fundamentados".

Cursos – Geraldo Marques fez um apelo aos militantes pela participação de todos com vistas ao fortalecimento da entidade. "Eu peço, mais uma vez, que todo mundo se disponha a participar desse projeto de formação; quem tem tempo que dedique um pouco desse tempo à formação; quem tem pouco tempo, nós adequamos esse pouco tempo à situação; mas que todo mundo possa estar aberto ao conhecimento e discussões".

O dirigente informou que na área restrita do filiado, no site do Sinagências, haverá um espaço permanente de formação sindical (com cursos, fóruns, exibição de vídeos e outras ações) para que todos possam contribuir e crescer. "Assim nós começamos o trabalho de formação sindical; estamos aqui para contribuir e gostaria de ter o maior número de pessoas engajadas nesse projeto; eu gostaria de sair desse Consag sabendo que várias pessoas estão se disponibilizando, não só assistindo mais contribuindo com o projeto", finalizou.

Em sua intervenção, o diretor de Assuntos Previdenciários, Fábio Rosa, observou que a formação passa pelo processo de nos reconhecermos como servidores/trabalhadores, com identidade e um projeto em comum, "o que nos une e que nos fará avançar".

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