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COM A PARALISAÇÃO, FALTAM FISCAIS PARA LIBERAR EQUIPAMENTOS E REMÉDIOS IMPORTADOS QUE ESTÃO RETIDOS NOS PORTOS E AEROPORTOS

AGENDA DO COMANDO NACIONAL DE GREVE
24 de abril de 2006
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25 de abril de 2006
No estoque de remédios, prateleiras vazias. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Particulares, a situação é preocupante. “Estão faltando produtos para a conservação de órgãos e soluções para sondas usadas em pacientes críticos”, conta o presidente da Associação de Hospitais Privados José Antônio de Lima.
 
Para que os pacientes não fiquem sem medicamentos, um dos maiores hospitais de São Paulo pede ajuda.
 
“Nós temos procurado emprestar de outros hospitais. A rede privada está tentando se apoiar um ao outro neste momento”, diz o diretor técnico do hospital André Osmo.
 
Mas não há o que fazer quando faltam equipamentos. Uma UTI infantil está pronta e não foi inaugurada porque os aparelhos que deveriam estar ao lado da cama ainda não foram liberados pela Anvisa.
 
Com os funcionários da Anvisa em greve há 52 dias, produtos e equipamentos médicos importados só estão sendo liberados com autorização judicial.
 
Além dos hospitais, a indústria farmacêutica também está com problemas. Numa das maiores fábricas do mundo, a produção de medicamentos para hipertensão, mal de Parkinson e doença de Alzheimer foi suspensa ontem. Segundo a empresa, o estoque só dá para mais uma semana.
 
Os grevistas reivindicam um plano de carreira com equiparação de salários e dizem que 30% dos funcionários estão trabalhando, como determina a legislação.
 
“Sabemos que o efetivo que estamos deixando para trabalhar durante a greve não é suficiente. Espero o quanto antes resolver este problema”, fala o presidente do Sindicato de Trabalhadores João Maria de Oliveira.
 
“Foi feita uma proposta, agora aguardamos uma resposta. Estamos esperando que até terça ou quarta-feira tenhamos uma solução para essa greve”, afirma o gerente da Anvisa Paulo Ricardo Santos.
 
Nesta reunião, governo e grevistas vão discutir também as reivindicações de funcionários de outras agências reguladoras, como a Anatel e a ANP, que aderiram à paralisação.
 
Fonte: Jornal Hoje – TV Globo

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