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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou os trabalhos de fiscalização no Porto de Cabedelo e no Aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa, para evitar a entrada da gripe aviária. Além do trabalho preventivo rotineiro de vigilância em aviões e navios, a fiscalização está sendo voltada aos passageiros que estão desembarcando sobretudo os tripulantes de navios estrangeiros, já que o aeroporto do Estado ainda não recebe vôos internacionais. Mesmo assim, cartazes estão sendo afixados para informar sobre a doença, transmitida aos humanos pelas aves. A campanha faz parte do conjunto de medidas preventivas que o governo está tomando diante de uma eventual pandemia da “gripe do frango”, como ficou mais conhecido o vírus influenza, o mais agressivo entre os causadores de gripe aviária.
 
Para ajudar no trabalho de alerta sanitário, a Anvisa já informou a Companhia Docas da Paraíba, a Infraero e os órgãos responsável pelo turismo. Até o momento, a doença já atingiu 30 países dos continentes asiático, africano e europeu, levando a óbito mais de 80 pessoas. A gripe vem sendo objeto de preocupação das autoridades sanitárias em todo o mundo. Não há evidências científicas que o vírus influenza sofreu mutação e que a doença pode ser transmitida de um humano para outro.
 
Segundo o chefe de fiscalização da Anvisa no Porto de Cabedelo, João Barbosa, como forma de fazer o trabalho preventivo, a equipe se desloca para o alto-mar. A inspeção é realizada com ajuda do comandante para saber se há passageiros doentes ou com sintomas da gripe. “Há três leitos disponíveis no Hospital Universitário de João Pessoa para os tripulantes que estejam com doença contagiosa ou com sintomas da influenza”. No entanto, ele informou que o maior risco de contaminação para o Estado poderá ser por meio das áreas que possuem aves migratórias. “As ilhas de Fernando de Noronha e Itamaracá, em Pernambuco, e da praia de Galinhos, no Rio Grande do Norte, poderão ser a porta de entrada da doença no Estado, pois lá existem aves migratórias de continentes já infectados”. Neste caso, ele alertou “que esses locais e aves fogem de qualquer controle da Anvisa”. Uma das medidas mais recomendadas pelas autoridades sanitárias é a instalação de tela de proteção nas instalações que possuam aves, para evitar o contato com as migratórias. Mesmo assim, não há como impedir totalmente a contaminação.
 
Barbosa informou ainda que na próxima semana poderá haver mais novidades na fiscalização. “A coordenadora da Anvisa no Estado, Rosângela de Queiroz Barreto, está participando de um encontro nacional em Brasília e deverá trazer novas recomendações sobre o trabalho das equipes”, ressaltou.
 
A mais recente epidemia de influenza aviária com transmissão direta das aves para humanos iniciou no sudeste asiático em dezembro de 2003. Uma das hipóteses levantadas para essa mudança no comportamento do vírus é o contato freqüente e próximo entre diferentes espécies de aves com humanos. A transmissão da gripe é realizada por contato direto ou indireto de aves domésticas com aves aquáticas migratórias, que têm sido a principal causa da epidemia. A exposição direta a aves infectadas ou de suas fezes pode resultar na infecção humana. Outros meio do virus infectar aves e pessoas são por meio de inalação ou ingestão do vírus presente nas secreções (corrimento nasal, espirro, tosse) das aves infectadas. A transmissão também se dá pelo contato com ração, água, equipamentos, veículos e roupas contaminadas. Todas as aves são consideradas suscetíveis à infecção, embora algumas espécies sejam mais resistentes que outras. Em geral os sintomas aparecem três dias após a infecção pelo vírus da influenza, podendo ocorrer a morte da ave nesse período. Em alguns casos esse tempo é menor que 24 horas e em ou tros pode chegar até 14 dias. Assim como a gripe humana, causada pelos vírus de influenza humano, os vírus de influenza aviária causam nas aves sintomas respiratórios (como tosse e espirros), fraqueza e complicações como pneumonia. Além da doença causar mortes humanas, os prejuízos financeiros para avicultores podem ser incalculáveis.
 
Fonte: Jornal da Paraíba

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