fbpx

Resultado das reuniões realizadas no Rio de Janeiro no período de 27 a 31 de julho

Sinagências firma convênio com a Academia Companhia Athletica (MG)
14 de agosto de 2009
Reunião com os Servidores da Anvisa em Guarulhos (SP)
17 de agosto de 2009

Na segunda, 27, as reuniões no Rio de Janeiro começaram na Antaq, pela manhã, depois a ANP às 14h e fechou com uma reunião exclusiva com os servidores do Quadro Específico da ANAC, realizada no auditório da ANVISA/CVPAF/RJ, às 18h. No geral, foram discutidas as três pautas principais da convocação: Estruturação da Secretária Sindical, Assessoria Jurídica do Sinagências no Rio de Janeiro (RJ) e assuntos gerais de interesse da categoria.

O Sindicato foi representado pelo Presidente, João Maria Medeiros de Oliveira, Diretor Jurídico Adjunto, Carlos Zenão e pelo Advogado Carlos Boechat, Assessor Jurídico para o Rio de Janeiro.

Na Antaq foi discutido a organização da Secretaria do Sinagências no RJ, feito avaliação da negociação de 2008 e discutido posições a serem defendidas no GT das carreiras. Foram relatados os desacertos da GDPCAR e suas conseqüências para os servidores, bem como, as tratativas com o governo a cerca da matéria.

Na ANP, o debate envolveu vários assuntos, entre eles a regulamentação das novas gratificações, a progressão e promoção, a situação dos 3 servidores do Ministério da Cultura ainda em condição de cedidos à ANP, e uma retrospectiva do processo de negociação de 2008. Foi discutida ainda a participação efetiva dos servidores da ANP na Secretaria Sindical do Rio de Janeiro, para fortalecer a luta dos reguladores no Rio e foi decidido o ingresso de algumas demandas judiciais específicas para os servidores das novas carreiras da ANP.

Na reunião com os servidores da ANAC, o Sinagências fez um grande debate sobre a situação do Quadro Específico da Agência, as condições de trabalho, os anos de dedicação a aviação civil e as perspectivas de crescimento. O presidente do Sinagências esclareceu todas as dúvidas dos servidores, avaliou os ganhos que já foi possível garantir e, acima de tudo, pregou a união entre os quadros específico e efetivo da ANAC na busca dos próximos objetivos. João Maria falou que a luta do servidor antigo não é contra o servidor da nova carreira, tão pouco o contrário, mas pela valorização de ambos, portanto contra as posições do governo que tem criado carreiras e quadros gerando a cisão nas instituições.

João Maria informou sobre os movimentos dos servidores antigos de outras agências, como da Anatel, ANTT e Anvisa.  Falou ainda  que o debate pela igualdade remuneratória já é agenda do fórum dos presidentes das Agências e da SRH/MPOG, e que aguarda o início do GT das carreiras para, com embasamento, o Sinagências defender uma solução definitiva para todos (quadro específico e quadro efetivo).

Na sexta-feira, 31/07, as atividades começaram com a Anvisa, às 10h, na Anatel às 13h40 e ANS com ANCINE às 16h. Nesta etapa de reuniões, além de João Maria, Carlos Zenão e Boechat, esteve ainda Eduardo Toledo, Diretor de fomento a pesquisa técnico-científica do Sindicato.

Na Anvisa, o debate no ponto geral, se repetiu o das outras agências além da discussão sobre o desenvolvimento do trabalho frente a gripe H1N1. Os servidores contestaram muito a postura da Agência ao impor uma escala de plantão que vem contribuindo para adoecer os servidores dada a carga de trabalho no aeroporto em plantões que se revezam doze horas, um dia sim outro não.

Os servidores questionaram ainda a ausência de uma política mais efetiva de recursos humanos que se preocupe com o servidor em toda a sua etapa de trabalho, bem como a ausência de uma estruturação e dimensionamento das necessidades da força de trabalho da PAF, inclusive ao impor a atividade de servidores em locais insalubres, sem, no entanto, lhes pagar a gratificação devida.

O presidente do Sinagências esclareceu vários pontos e resgatou a luta do sindicato pela manutenção do plantão de 24 horas e, informou ainda, que se reuniu e acompanhou os plantonistas do aeroporto de Guarulhos, na noite do dia 27 para 28 de julho, e narrou à situação assustadora em que se encontram 4 servidores para cobrirem a demanda de 2 terminais internacionais com um fluxo intenso no horário das 4 às 7h da manhã, onde pousaram 16 vôos das diversas partes do mundo, desembarcando mais de 4 mil viajantes, sem que a Anvisa e a Infraero, dispusessem de condições e estrutura necessárias para a demanda. Falou que para um servidor trabalhar um plantão de 12 horas numa cidade grande, ele, no mínimo, passa 17 horas em torno do trabalho, para sair e voltar pra casa, e o pior, um dia outro não.

O Sinagências defende o plantão de 24 horas pelo simples fato de que a maratona permite um repouso maior para que o servidor enfrente uma nova etapa estressante de trabalho, como é nos aeroportos frente as situações como a vivenciada em Guarulhos.

João Maria se comprometeu a encaminhar a discussão com a GGPAF/ANVISA e, agendar nova reunião para encontrar uma solução para a demanda, à exemplo do que o sindicato está trabalhando em Guarulhos.

Na Anatel a discussão envolveu uma avaliação dos ganhos de 2008 e as perspectivas para o GT das carreiras. Discutiu-se ainda a progressão e promoção e a situação dos contratos de terceirização das atividades de suporte administrativo na Agência. A organização da secretaria sindical do Rio de Janeiro e a assessoria jurídica contratada especificamente para a base local foram outras importantes discussões durante o encontro.

Na ANS com a participação de servidores da Ancine, o debate não foi diferente. Discutiu-se o futuro das Agências, o Marco Regulatório e as possibilidades de centralização da regulação numa Secretaria Especial vinculada a Presidência da República. Foi debatido como os trabalhadores podem interferir para um projeto de gestão nas agências que vá ao encontro dos anseios da sociedade, e que é necessário o sindicato trabalhar mecanismos de formação política da categoria dos reguladores, considerando a pouca militância dos servidores que ingressaram nas agências, inclusive pelo fato de, em sua grande maioria, pertencerem a uma geração que já encontrou o país no pleno exercício da democracia, diferente das gerações anteriores, que precisaram ir às ruas lutar pelos direitos a liberdade.

Foi debatido a importância da realização de seminários para aproximar os servidores dos conteúdos importantes para sua vida profissional, militância política e sindical em defesa dos seus direitos e do fortalecimento dos pilares da sociedade brasileira.

Ao final, foi gravado matéria para a TV Web Sinagências e encerrada a reunião com indicativo de fortalecimento da Secretaria Sindical do Sinagências no Rio de Janeiro.

Os comentários estão encerrados.

LOGIN
WhatsApp Entre em contato