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Dividida, assembleia dos Reguladores Federais da Bahia aprova final da greve

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Sindicalistas se posicionam contra proposta que regulamenta direito de greve
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Em assembleia Geral realizada em Salvador na tarde da segunda-feira (3/9), conduzida pelo presidente do Sinagências, João Maria, os servidores das agências reguladoras e do DNPM lotados na Bahia finalmente aprovaram, por pequena maioria, o retorno ao trabalho a partir de hoje, 04/09/2012. A proposta já havia sido rejeitada pela base bahiana nas assembleias de quinta e sexta-feira, 30 e 31 de agosto, apesar da orientação do Comando Nacional de Greve.

Os bahianos defenderam que a greve deveria ser mantida até o governo atender a pauta dos servidores e aproveitar a greve para mobilizar fortemente no Congresso Nacional e denunciar os abusos do governo no que concerne ao tratamento com os trabalhadores da regulação, pilar importante para a estabilidade da economia e garantir investimentos privados nacionais e internacionais constantes da agenda do próprio governo.

João Maria respondeu e esclareceu quase uma centena de perguntas numa assembleia que durou mais de quatro horas e avaliou o movimento de greve na Bahia e no Brasil, falou da importância refencial da greve das agencias para oxigenar a greve dos federais como um todo, escalonou as conquista da greve, inclusive a austeridade da categoria ao rejeitar a proposta ofertada pelo governo e se manter de cabeça erguida frente aos desafios de novas negociações que já começaram, dessa vez, no Congresso. Pontuou que a greve conquistou bandeiras históricas, tais como o Subsídio, inclusive para todas as carreiras do quadro efetivo, coisa que o governo jamais havia acenado, pois sempre deixou a área meio de fora das possibilidades. Exemplificou a paridade do PEC com as carreiras de Analista, apesar de saber que a reivindicação é isonomia com Especialista, a proposta garantia 33% de aumento, numa tabela de R$ 12 mil, seria R$ 4 mil. E ainda assim ambas foram rejeitadas ? o subsídio e a paridade -, por 97% da categoria. É bom frisar que todos presentes nas Assembleias votaram – grevistas e na grevistas. Portanto, não devemos cometer os erros do governo e sermos intransigentes, a maneira que, pelo menos na tese legal, o período de negociar acordo com o governo terminou em 31 de agosto, restando agora sensibilização no parlamento que pode ser feito fora da greve sem prejudicar setores da sociedade que podem ser nossos aliados nesta nova empreitada. Garantiu que o momento rico dessa greve jamais será perdido, pois é nossa responsabilidade manter e ampliar nossos laços e nos amoldar como categoria. Falou da transformação do comando de greve em comando de mobilização e do fortalecimento do Sindicato e das associações de cada agência e esclareceu que a sociedade já sofreu muito com a posição reacionária do governo ao movimento, a medida que se negou a negociar concretamente no período pré-Greve e, durante a Greve, na direção do atendimento as reivindicações da categoria, de modo que, agora, não devemos ser nós os reacionários.

Após o amplo debate, sobre todas as questões e os esclarecimentos sobre os pontos em destaque pelos servidores do DNPM, que elencaram várias questões sobre a contraproposta aceitável ao grupo, sobre a perspectiva da Agência Nacional de Mineração subtraída da reunião com o Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, entre outras questões, o plenário aprovou o fim da greve com retorno ao trabalho hoje, terça-feira, 04/09/2012.

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